sábado, 20 de agosto de 2011

PIRASSUNUNGA - Sem solução para o problema

Promoção Social não possui um plano permanente preventivo para atender moradores de rua


“Alguns moradores de rua se recusam em aceitar o atendimento. Diante desta postura, procura-se respeitar o princípio constitucional de ir e vir”, afirmou a secretária de Promoção Social, Sônia Irani Mangetti da Silva, ao ser questionada sobre a intervenção da pasta para tentar resolver o problema das pessoas que vivem na Praça Belarmino Del Nero, conhecida como Praça da Fepasa. O local tem sido alvo constante de protesto dos moradores da região, que reclamam não só da sujeira, como principalmente do uso de drogas por parte das pessoas que ali vivem.
Indagada sobre o fato de ali existirem moradores de rua de outros municípios, como mostrou reportagem de O Movimento da semana passada, Sônia disse desconhecer a existência de pessoas que vivem no local há mais de um ano. “A frequência desses moradores é flutuante, mesmo assim são merecedores de registro e cadastro”, afirmou a secretária.
Atualmente, o atendimento da Promoção Social só é feito quando há solicitação da Polícia Militar, Guarda Municipal ou outros. “A providência imediata fica a cargo de uma assistente social, que se dirige ao local e realiza atendimento para esses casos, durante o dia, à noite ou até mesmo em fins de semana, tomando as devidas providências conforme o caso. Quando necessário essas pessoas são encaminhadas para tratamento de diversos quadros patológicos em hospitais de referência”, relatou a secretária.
Já para os casos de moradores de rua de outros municípios é fornecido passagem para transporte rodoviário, por meio do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), que é um órgão da Secretaria Municipal de Promoção Social.
Sem uma solução imediata, Sônia explicou que por enquanto há apenas um estudo de projeto para ser incluído no Plano Municipal de Assistência Social (PMAS) de 2012, que terá a finalidade de atender permanentemente e de forma preventiva os moradores de rua.

Problema social
Desde o ano passado, os vereadores da Câmara Municipal já fizeram vários pedidos para que a administração tome providências para resolver o problema. Em um pedido de informação feito pelo vereador Roberto Bruno em outubro, a administração respondeu que o problema é social e não estrutural. Na época, Bruno havia indagado sobre os planos para a reurbanização da referida praça, previsão de início dos serviços e quais seriam as providências naquele local, considerando o “descaso com a população e principalmente com a família do homenageado Belarmino Del Nero”.
Em resposta, a administração respondeu por meio do Secretário de Obras, José Salvador Fusca Machado, não haver nenhum estudo para a reurbanização da praça. Ainda no documento enviado à Câmara Municipal, Machado informou que “os problemas ocorridos na Praça são causados devido ao alto índice de desocupados que frequentam o local e a proximidades de bares. O problema pode ser de ordem social e não de estrutura da praça, pois antigamente a mesma praça era frequentada por famílias”.
Na sessão da Câmara desta segunda-feira, o problema voltou a ser lembrado, depois que os moradores da região fizeram um abaixo-assinado pedindo providências. “Estou pedindo que a Prefeitura se sensibilize em relação àquela praça. Dia e noite é aquele absurdo. E a responsabilidade é do poder público”, discursou o vereador Leonardo Francisco Sampaio de Souza, o Léo.

Fonte: Ricardo Missão ricardo@omovimento.com.br

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